PAUSA
A
lida da casa pega a manhã quase toda, principalmente nos dias de catar lixo.
Recolher, limpar, recolocar coletores, acompanha o varrer quintais, limpar
pisos de cimento, de madeira, tirar poeiras, que mesmo não seja faxina geral
toma boas horas. Isso depois da preparação do café, se sentar pra comer e tomar
remédios, depois vem a lavação da louça, preparação inicial do almoço e
adiante. E, regar plantinhas leva mais um tico porque cato praga, podo folha
seca, giro vaso pro sol; como eu. Não resisto em retirar o agasalho que nesses
dias de outono sai comigo do quarto; gosto demasiado de sentir o calor, quanto
mais quente melhor, bater na pele adormecida. Proibido é, então faço durar
pouco, mas o bastante.
Hoje
tentei acelerar essa ciranda poque quis escrever. Essa tarefa estava meio
renegada culpa do computador impossível de usar, mas certa alma generosa
preparou instrumento que consigo usar; estou inaugurando essa ferramenta:
“testando!”
Virginia
Wolf escreveu que para se escrever são necessárias certas condições, como lugar
adequado, silêncio, dinheiro; do que entendi, se não é isso que ela me perdoe,
mas estou tentando me estruturar. Imaginação, do que entendo, é o começo de
tudo. Tenho problema danado com o título
do que escrevo, mas vou remoendo ideias até que encontro algo razoável. E desse
começo costumo embalar numa contação de fatos misturados com sentimentos que,
vez ou outra, resulta na contação de historinha titubeante. Tá, dito assim até
parece que o texto tem começo, meio e fim, mas, acredite, nunca termina com a
intenção que começou. Porque comigo acontece de as palavras irem se misturando
sem consentimento e quando vejo o fim bem que poderia ter sido o começo.
E
assim seguirei. Contente.
Por
Magda
Castro
Brasília,
DF, 29 de maio de 2026.

Nenhum comentário:
Postar um comentário